Deus das Pequenas Coisas

Não faz mal nenhum ser muito exigente connosco. Desde que não coloquemos a fasquia tão alto, que tenhamos medo, só de olhar para ela. E fiquemos parados. E é assim que começa este blog…

quarta-feira, maio 16, 2007

O Monstrengo

Eu sei que vai parecer pedante colocar aqui um poema do Fernando Pessoa... vai dar uns ares de pseudo intelectualoide.
Mas gosto muito de ler este poema quando preciso de ganhar força e ânimo.


O mostrengo que está no fim do mar
Na noite de breu ergueu-se a voar;
A roda da nau voou três vezes,
Voou três vezes a chiar,

E disse: «Quem é que ousou entrar
Nas minhas cavernas que não desvendo,
Meus tectos negros do fim do mundo?»
E o homem do leme disse, tremendo:

«El-Rei D. João Segundo!»
«De quem são as velas onde me roço?
De quem as quilhas que vejo e ouço?»
Disse o mostrengo, e rodou três vezes,

Três vezes rodou imundo e grosso.
«Quem vem poder o que só eu posso,
Que moro onde nunca ninguém me visse
E escorro os medos do mar sem fundo?»

E o homem do leme tremeu, e disse:
«El-Rei D. João Segundo!»
Três vezes do leme as mãos ergueu,
Três vezes ao leme as reprendeu,

E disse no fim de tremer três vezes:
«Aqui ao leme sou mais do que eu:
Sou um povo que quer o mar que é teu;

E mais que o mostrengo, que me a alma teme
E roda nas trevas do fim do mundo,
Manda a vontade, que me ata ao leme,
De El-Rei D. João Segundo!»

domingo, maio 06, 2007

Tenho um post para a troca :)




Foi muito fixe, não foi?
Exercitei quase todos os músculos do meu corpo... mas acho que at the end o que ficou mais cansado foi mesmo a língua!!!!
Por dentro
Confesso que a exposição não me causou nenhuma confusão. É difícil lembrar que já foram seres humanos... ali não passam todos de bonecos didácticos... Será que não somos todos?

Quando é que deixamos de ser "puppets on a string" e passamos a fazer a diferença?